Atualização das nossas Imagens sobre a Transformação

Atualização das nossas Imagens sobre a Transformação

Mensagem de Dana Mrkich, 13 de janeiro de 2013

Era uma vez em um tempo em que todos pensávamos que o momento do grandioso despertar, em comparação com a era que o precedia, iria ser um pouco como antes e depois da foto de uma história de perda de peso: duas imagens dramaticamente diferentes em que uma é pesada e triste, a outra luminosa e alegremente feliz. Todos tínhamos alguma forma de “antes e depois” nas nossas mentes em relação à maneira como imaginávamos/sentíamos/intuíamos que a vida iria parecer em 2013 e para lá de 2013, no entanto, tal como a perda de peso da foto, podemos não ter quaisquer imagens que retratem a quantidade de tempo e de medidas ativas que foram necessárias para sair do “antes” para o “depois” – principalmente a quantidade de tempo e medidas que são necessárias para levar a humanidade do “antes” para o “depois”, para levar os sistemas todos do “antes” para o “depois”, incluindo a política, os média, o bem-estar social, a saúde, a educação, a preservação ambiental, a justiça, a habitação sustentável, corporações, finanças, etc.

É hora de receber essas imagens e fazer as pazes com a realidade das mesmas, para que nos possamos abrir para as muitas maneiras de podermos participar na criação de tudo a que estas conduzem. Se transportaram estas imagens durante muito tempo, mas desesperam em relação a quando, como ou mesmo se alguma vez se virão a passar, saibam que a energia do presente apoia uma rápida manifestação física destas imagens enquanto no passado a energia resistente às mesmas era a força mais influente.

Como seres despertos e conscientes temos a responsabilidade de estarmos abertos para a nossa orientação interior, ouvir os sinais à nossa volta e seguirmos com quaisquer que sejam as medidas ativas para que somos solicitados a tomar. Não posso salientar de forma suficientemente forte que esta é uma altura de assumir a responsabilidade pelo mundo que estamos a criar (pessoal e coletivo). Este é um momento de sair de quais sejam as baías de espera em que nos encontramos. É hora de viver as incorporações vivas de consciência e ação. A consciência por si só não irá criar o nosso novo mundo, nem o irá a ação sem consciência. Ambas são necessárias. Todos têm diferentes medidas a tomar. Para alguns irá ser uma coisa muito pessoal, envolvendo “fazer o que dizem” na forma que viverem em casa com a vossa família. Para outros alargar-se-á a áreas mais amplas como empreender esta ação consciente nos campos social, político e ambiental. Está tudo bem, tudo conta.

Podemos não ter tido nenhumas imagens a representar as muitas fases de transformação que algo ou alguém a passar antes de emergir para o período do “depois” da sua vida. Provavelmente, passaram por muitas, muitas fases de transformação, muitas camadas de despertar para obter o nível de consciência e sensibilização em que vivem agora, não é? Da mesma maneira também, tudo e todos ao nosso redor vão agora passar pelos seus próprios estágios de transformação e pelas suas próprias camadas de despertar enquanto se deslocam para novos níveis de consciência e sensibilização. Não é uma coisa da noite para o dia – embora saibamos que está a acontecer agora de forma mais rápida e intensa para mais pessoas.

Podemos não ter tido nenhumas imagens descrevendo os estímulos muito difíceis que nós enquanto sociedade teríamos que observar ou passar como indivíduos para despertarmos, para estarmos suficientemente indignados ou entristecidos, para nos sentirmos completamente impelidos a falar, a tomar medidas, a exigir mudança onde antes não o fazíamos. Sabemos que este é o processo pelo qual todos passámos a nível pessoal para facilitar a mudança nas nossas vidas pessoais, no entanto é importante perceber que este mesmo processo está agora a ser vivenciado a um nível maior por grandes números de pessoas e, à medida que isto ocorre com mais indivíduos, está a ocorrer da mesma maneira com as comunidades, empresas e organizações das quais os indivíduos fazem parte. Algumas pessoas estão a observar a realidade externa, vendo um evento como a chocante violação de uma jovem num autocarro na Índia por um gangue, e estão a dizer “Nada está a mudar, parece que estamos a recuar. Estou desapontado, desanimado e desiludido. Já não quero continuar.” Outras estão a testemunhar o transbordar de fúria e compaixão que se seguiu, estão a ser movidos pelos mais de 600 guitarristas masculinos homenageando a jovem com a canção “Imagine” e a encontrar esperança em apelos para uma mudança nas atitudes e leis relativas ao abuso e violência contra as mulheres. Estas pessoas estão a dizer “Uau, tanta coisa está a mudar tão depressa por aí! Estou muito inspirado e entusiasmado com tudo o que está a mudar.” Alguns de nós estamos a sentir das duas formas, dependendo da hora do dia e daquilo em que nos estivermos a focar.

Quando vivemos a vida de forma consciente, temos conhecimento de que certos estímulos externos na nossa vida pessoal acontecem para nos despertar e ajudar-nos a fazer evoluir os nossos pensamentos, crenças, atitudes, padrões e as nossas maneiras de viver e de estar. Podemos andar à volta em círculos o dia todo com a questão da galinha e do ovo: os estímulos externos acontecem para nos despertar, ou apenas acontecem e é nossa opção usá-los de uma maneira positiva para despertar determinados aspetos de nós mesmos? No final de contas, a questão é que os eventos exteriores, quando vivenciados de forma consciente, têm o potencial de facilitar um maior despertar. Isto é verdadeiro a um nível pessoal, e é verdadeiro a um nível coletivo. É verdadeiro para um grupo de pessoas que componham uma certa empresa, organização ou sistema. À medida que entrarmos na era de uma maior consciência, o que estamos a fazer neste momento, vamos simultaneamente testemunhar mais pessoas a “ser despertas” por determinados eventos, seja nas suas vidas pessoais ou fora no mundo maior, e a escolherem usar esses eventos para despertarem mais aspetos delas mesmas, para uma maior verdade interior e exteriormente.

Podemos não ter tido imagens nenhumas descrevendo que este tempo de “revelações”, do véu a ser levantado, da verdade a emergir, seria por vezes feio e perturbador. Não podemos desviar as nossas cabeças disto porque é, muitas vezes a mais feia e perturbadora das verdades que leva à mudança mais dramática, quando a encaramos com coragem, força e as medidas adequadas.

As revelações da verdade são recebidas com grande resistência por parte dos que procuram manter a verdade oculta, mas também dos que não podem conseguem encarar a verdade ainda devido ao que ela significa: uma análise completa da realidade tal como a conhecem. Para os viciados na busca da verdade, a ideia de que iríamos um dia entrar numa época em que cada mais verdades fossem reveladas evoca imagens de pessoas a celebrar nas ruas e a olhar com admiração para tudo o que foi mantido oculto. Na realidade, quando ainda não estamos preparados para reconhecer uma certa verdade, vemo-la como loucura, delirante, esmagadora ou assustadora. Assim, estamos a presenciar muitas pessoas que, no momento, podem achar que vocês são um pouco loucos pelo que pensam, enquanto vocês acham que elas são um pouco loucas pela forma como elas estão a pensar! Escreverei mais sobre esta experiência de diferentes campos de “realidades” que vão aparecer nas próximas semanas e meses.

Mesmo de entre aqueles de nós que sabem que certas coisas têm sido mantidas ocultas do conhecimento publico, que têm conhecimento de que estas coisas sombrias foram acontecendo nos bastidores de certos eventos e situações globais, a mente pode achar muito difícil absorver completamente a verdade do que realmente aconteceu e ainda estão a tentar que ocorra. Pode-se encontrar alívio no conhecimento de que a verdade está a emergir, a um ritmo que todos possamos absorver adequadamente e que todas as verdades, não importa de que forma vão lutar pelo reconhecimento, são chaves essenciais e poderosas nas nossas vidas, destrancando a porta para uma maior liberdade, poder e autenticidade.

As coisas que vão contra o fluxo da energia do agora, a energia da consciência e, assim, da verdade, não será apoiada da mesma forma que era muito difícil a consciência e a verdade serem apoiadas na velha energia. Portanto, mesmo enquanto as velhas energias estão ainda a tentar reter aqui, não conseguem “agarrar-se” da maneira que faziam antes. A luz está a derramar-se através de todos os buracos nas histórias falsas, sejam as nossas próprias ou as coletivas. A grande afirmação agora é: deixo ir todas as minhas falsas histórias sobre mim mesma e sobre todas as coisas e abro-me para a verdade. Abro-me para o meu eu autêntico e para a verdade maior sobre mim, e sobre todas as coisas.

Cada um de nós tem um eu verdadeiro, autêntico que possui a chave para a nossa transformação pessoal e possui uma das mais de 7 mil milhões de chaves para a transformação coletiva. A energia da evolução está a chamar todos e cada um dos eus autênticos para despertarem, para aumentarem, para ativarem o nosso potencial completo. Tudo o que não estiver em sintonia com isso tornar-se-á menos tolerável e mais difícil de manter.

Agora mais do que nunca, ireis sentir-vos mais em casa dentro do centro do vosso próprio eu autêntico, um eu que está ele mesmo em constante mudança e alteração. Então, como se ancoram e aterram num centro que está em constante mudança e alteração? É uma coisa de momento a momento. A nossa perceção da realidade de hoje pode não se aplicar na próxima semana. Portanto, a chave é estar presente no momento. Se se estiverem a sentir fora do centro, perguntem-se: quais são os meus sentimentos neste momento? Qual a minha verdade acerca disto neste momento? Do que é que preciso neste momento? O que é que quero mais neste momento? Que parte de mim mesmo estou a negligenciar ou a ignorar neste momento? Isto vai ajudá-los a reconhecerem o vosso eu autêntico, e a desligarem-se de influências exteriores que estejam a “turvar” as vossas águas juntamente com as influências interiores antigas que não servem. Na verdade, estas perguntas são boas para as fazerem regularmente, não apenas quando se sentiram fora do centro, como uma forma de ajudá-los a manter-se no vosso centro e permanecerem ligados com o vosso eu autêntico.

À medida que os ventos da mudança adquirirem dinâmica em volta de nós este ano, com as linhas entre o que é verdade e deceção e o que é a realidade e ilusão a tornarem-se mais claras, com pessoas distintas a responderem de maneiras distintas, enquanto os “campos da realidade” se tornam mais visíveis, será mais importante do que nunca encontrar um porto são num lugar protegido, seguro e tranquilo. Esse lugar está dentro de vós.

© Dana Mrkich 2010. É concedida permissão para partilhar este artigo de forma gratuita na condição de que o autor seja creditado, e o URL www.danamrkick.com incluído. Siga Dana no Facebook: www.facebook.com/danamrkichnews

Tradução: Ana Belo

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