Quem é Ashtar Sheran?

Ou…Algo não Ashtar Sherando muito bem…

Por Gabi O.

Quem é Ashtar?

Ashtar Sheran é o nome dado a um ser extraterrestre que “habita e age a partir de um plano superior de existência” e que várias pessoas afirmam ter entrado em contato. George Van Tassel, um ex-mecânico de aeronaves e inspetor de voo, foi provavelmente o primeiro a afirmar ter recebido uma mensagem de Ashtar, em 1952. Segundo algumas fontes, Ashtar Sheran seria um indivíduo de aparência nórdica (e humana) que vem de um planeta que orbita o sistema estelar Alpha Centauri. Em outros sites, sua origem seria Vênus.

Origem do nome

O nome Ashtar é uma das grafias alternativas para Attar, uma divindade semita antiga, muitas vezes identificada com o planeta Vênus, a estrela da manhã, em algumas manifestações da mitologia semítica. Curiosamente, o planeta Vênus é associado também ao nome Lúcifer, que não era relacionado a nenhum tipo de entidade demoníaca até a tradução do Rei Jaime de 1611. Na verdade, Lúcifer é o nome em latim para o planeta Vênus em suas aparições matinais, mas isso não vem ao caso e possivelmente não tem nada a ver com Ashtar Sheran.

A palavra “ashtar” também aparece em A Doutrina Secreta de Helena Blavatsky, uma ocultista russa controversa do século XIX. No entanto, é utilizado como uma referência ao termo sânscrito ashtar-vidya, que aparentemente significa “tecnologia de guerra avançada” do tipo mencionado no Mahabharata, uma das duas maiores epopeias sânscritas da Índia antiga.

Já o nome Sheran possui origem hebraica e significa “uma planície fértil”.

O mito

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Em 1952, Van Tassel afirmou ter recebido mensagens via comunicação telepática do ser extraterrestre e interdimensional chamado Ashtar. Ele também interpretou a Bíblia Cristã em termos de intervenção extraterrestre na evolução da humanidade, e afirmou que Jesus também era um ser vindo do espaço. Como um dos “pais” fundadores das ufologias religiosas modernas, Van Tassel também criou um proeminente grupo de ufologia estadunidense no final dos anos 40 e início dos anos 50, embora não tão influente ou conhecido hoje. Este foi o “Ministério da Sabedoria Universal”, iniciado em 1953. Em agosto de 1953, Van Tassel afirmou que havia sido contatado telepaticamente e mais tarde pessoalmente por pessoas do espaço, que lhe deram uma técnica para rejuvenescer o tecido celular humano. Seguindo essas instruções, Van Tassel começou a construir uma estrutura chamada Integratron em 1954. Os custos de construção foram parcialmente pagos por uma série anual de convenções de OVNIs bem-sucedidas, as Convenções de Naves Espaciais Giant Rock, que continuaram por quase 25 anos. A construção da estrutura principal foi concluída por volta de 1959, mas Van Tassel continuou a trabalhar no dispositivo até sua morte repentina em 1978.

De acordo com seu Ministério da Sabedoria Universal, todos os humanos têm o poder de acessar a “Mente Universal de Deus”, o que facilita o progresso evolutivo como o exemplificado por Jesus e Ashtar. Van Tassel também afirmou que, acessando a Mente Universal, ele poderia receber mensagens não apenas de Ashtar, mas de humanos que haviam morrido, como Nikola Tesla, quem teria o instruído a construir a máquina “Integratron”, que poderia estender a vida útil e acessar o conhecimento do passado e do futuro.

Embora seu suposto método de comunicação com inteligências extraterrestres se assemelhe ao que é comumente referido como “canalização”, Van Tassel afirmou ter estabelecido uma nova forma de comunicação telepática com essas “fontes”, utilizando um método que incluía tanto habilidades humanas naturais quanto o uso de uma forma supostamente avançada de tecnologia alienígena, em vez da abordagem mais tradicionalmente religiosa , não tecnológica e baseada em meio espiritual, adotada por muitos outros canalizadores. Van Tassel afirmou que o método que utilizou não era atividade paranormal ou metafísica, mas que era necessário estar ‘em ressonância’ com as mensagens enviadas. Foi um exemplo da aplicação de uma ciência extraterrestre supostamente avançada, que qualquer um poderia implementar com o treinamento adequado em técnicas de meditação.

As primeiras supostas mensagens de Van Tassel de Ashtar continham uma grande quantidade de material apocalíptico , que se concentrava nas preocupações com relação ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio a ser testada em breve. Foi alegado que em 18 de julho de 1952, Ashtar entrou no sistema solar como comandante-chefe do Comando Galáctico Ashtar para alertar a humanidade sobre os perigos da bomba H, incluindo a destruição do planeta. As mensagens afirmavam que o comando espacial estava determinado que os humanos não destruiriam a Terra através do uso incorreto da energia nuclear e que o comando estava ajudando a humanidade.

Van Tassel também afirmou que Ashtar havia fornecido mensagens específicas que ele deveria passar ao governo dos Estados Unidos sobre os impactos negativos potenciais dos testes de bomba propostos. Após a explosão da bomba, a canalização alegou que várias ações foram tomadas pela frota espacial para reparar os danos e impedir a catástrofe. De qualquer forma, Ashtar Sheran é descrito como um mensageiro da luz, um ser de paz e que não apoia armas, guerras e destruição. Essas pessoas espaciais seriam boas e interessadas em ajudar a humanidade; não imagino que apoiariam ideias ruins. Também não imagino que seriam seres humanoides brancos de olhos azuis, mas essa é minha opinião pessoal.

De acordo com documentos vazados, o FBI conduziu uma série de investigações sobre Van Tassel e suas ideias. Ele foi descrito como excêntrico e apresentando um possível caso de doença mental. A denúncia que foi realizada aparentemente alegava que Van Tassel poderia estar desmoralizando a religião e acusando o governo dos Estados Unidos, fazendo uma “propaganda” potencialmente prejudicial ao governo americano. Em uma carta escrita em 1951 por Van Tassel, ele afirma que o governo dos EUA o acusou de ser um espião comunista (que irônico). Posteriormente, uma revisão dos arquivos relacionados a ele não revelou qualquer tipo de propensão à violência.

Algo que eu não entendi nos arquivos do FBI é em relação a alguma pessoa que exibia tendências violentas, era racista e antissemita; o nome estava censurado, então possivelmente não era sobre Van Tassel. Penso que seja a pessoa que denunciou o cara, porque o nome de qualquer pessoa envolvida nas denúncias estava censurado. Prefiro acreditar que não, mas existem teorias da conspiração (como a dos reptilianos) que possuem origens altamente antissemitas. E o Ashtar Sheran é quase um “ariano” pela sua descrição.

O Comando Ashtar

Robert Short, também conhecido como Bill Rose (por que esse cara tem dois nomes?), editor de uma revista ufo dos anos 50, começou a popularizar as mensagens de Ashtar Sheran. No entanto, Van Tassel não concordava com muitas das mensagens disseminadas por Short e nem acreditava em sua autenticidade, o que fez com que Short começasse um novo grupo chamado “Comando Ashtar”, do qual Van Tassel nunca fez parte.

Em meados da década de 1950, o conceito de Ashtar Sheran e de uma agência intergaláctica preparando um resgate iminente da humanidade tinha se tornado bem estabelecido e incluía vários canalizadores esotéricos bem conhecidos da época. À medida que o tempo e o conhecimento científico avançavam, o fracasso público dessas previsões teve um enorme impacto negativo na expansão do movimento do Comando Ashtar. Embora Robert Short tivesse passado muito tempo promovendo a mensagem Ashtar, ele não era o líder nem o único intérprete, já que a essa altura dezenas de canalizadores de Ashtar apresentavam mensagens conflitantes.

O Comando Ashtar evoluiu para um movimento que não teve autoridade central por várias décadas até meados da década de 1990. Durante esse tempo, os ensinamentos que afirmam ser canalizados de Ashtar variavam imensamente.

Yvonne Cole, que afirmou estar canalizando mensagens Ashtar de 1986, previu a destruição de todas as civilizações da Terra e a chegada ao planeta de várias culturas alienígenas em 1994. Cole afirmou que os governos estavam trabalhando com extraterrestres para se preparar para o contato. Segundo Cole, o pouso seria transmitido pela mídia global e incluiria uma mensagem do Comando Ashtar. Devido à ‘sensibilização’, a maioria da humanidade aceitaria-os como parte da evolução contínua da humanidade, enquanto os seguidores de Ashtar seriam necessários como conselheiros, embaixadores e mantenedores da paz entre as raças alienígenas e a humanidade. (Não entendo isso de raça. Pra mim, seriam espécies.) Como não foram realizadas, tais profecias enfraqueceram o movimento e promoveram o desapontamento de muitas pessoas. Apesar dessas falhas, durante a década de 1980, vários indivíduos começaram a reivindicar contato com o Comando Ashtar por meio de canalização, e vários pequenos grupos foram formados para receber e disseminar as mensagens.

Em meados da década de 1990 (e continuando até o presente), vários desses grupos de canalização começaram a utilizar a Internet para divulgar suas crenças e tentar unificar o movimento, estabelecendo uma única fonte ‘autorizada’ para todas as mensagens Ashtar. Isso levou a mais destaque no cenário religioso e membros significativos. No entanto, canalizadores individuais defendendo mensagens que diferiam e continuam a se concentrar em temas como a destruição da Terra, conspirações, evacuações em massa e disseminação do medo geral. Alguns afirmam que esses canalizadores foram enganados por seres espaciais negativos que se rebelaram contra o Comando Ashtar, fizeram alianças com outros semelhantes e começaram a operar nos ‘planos inferiores mais próximos da Terra’.

Em contrapartida, o movimento novo e mais unificado declarou que no futuro nenhum novo canal seria aceito a menos que operasse no “nível da alma”. As mensagens canalizadas de Ashtar seriam aceitas como válidas pela nova ortodoxia se obedecessem a critérios que consistiam em um conjunto de doze diretrizes que delineavam o que o movimento representava e como Ashtar interagiria com a sociedade. A nova estrutura afirmava que os milhões de naves espaciais que se acredita estarem constantemente nas proximidades da Terra nunca interfeririam na superfície do planeta, a menos que houvesse um problema sério, como uma terceira guerra mundial ou uma ‘catástrofe astrofísica’.

O número de leitores das mensagens de Ashtar é difícil de determinar, pois a maior parte da comunicação é feita pela Internet, mas é claramente muito grande. Além disso, muitas mensagens continuam conflitantes…

A Nova Era, a Pizza e o Q

Nos últimos anos, grupos esotéricos e da Nova Era (incluindo aqueles conectados a Ashtar Sheran) se misturam ao movimento QAnon — uma teoria da conspiração de extrema direita que alega que canibais satanistas comandam uma rede global de tráfico sexual infantil, sendo Donald Trump o único capaz de salvar a humanidade deste grupo que comanda o mundo secretamente.

Essa conspiração surgiu no 4chan, um site anônimo em inglês com conteúdos altamente controversos, fãs de cultura japonesa, jogos eletrônicos e de pornografia. Eu particularmente já acessei para pegar indicações de bandas e procurar wallpapers de anime. O QAnon surgiu no fórum de discussão política do 4chan chamado /pol/, politicamente incorreto, onde há um grande número de usuários predominantemente racistas e sexistas, com muitas postagens assumindo uma tendência explicitamente neonazista.

Adepto da QAnon

Tudo isso também se relaciona a uma teoria da conspiração de 2016 chamada Pizzagate, que alega que Hillary Clinton e outros políticos e celebridades conduziam um esquema secreto de tráfico de crianças a partir do porão de uma pizzaria em Washington DC. Cerca de um ano depois da teoria ter sido refutada, um usuário anônimo, se identificando como “Q Clearance Patriot,” publicou uma mensagem misteriosa no fórum 4chan sugerindo que Clinton seria presa nos próximos dias — o que nunca aconteceu. Mesmo assim, essa conspiração continuou crescendo e se espalhando pelo mundo.

Em sites de pessoas que alegam ter contato com Ashtar Sheran, com o site “Era of Light” (Era da Luz), afirmam que “muitos dos envolvidos no Pizzagate foram presos, julgados e condenados à morte” e que, atualmente “os clones andam pela Terra, regulados por forças da luz, para que tudo pareça normal.” No entanto, “ainda existem forças da escuridão agindo na Terra e capturando crianças”, e afirmam que estas forças trevosas de certa forma estão envolvidas com banqueiros e empresários. O site também compartilha várias informações sobre um suposto movimento globalista de dominação mundial e sobre a “ameaça socialista”, seguidos por uma descrição totalmente incoerente do que seria o socialismo.

O americano Dylan Louis Monroe, criador do “Deep State Mapping Project” e auto-proclamado “advogado pela Verdade, Paz e Cooperação Galáctica” (segundo sua biografia do Twitter), é uma figura proeminente na disseminação de teorias da conspiração envolvendo o QAnon. Seu diagrama “Q-Web” se espalhou pela dark web em 2018. Ele também fez a “Linha do Tempo Ashtar”, “uma bibliografia cronológica de publicações pertencentes a Lord Ashtar e aos Pleiadianos em geral”. Misturando a conspiração do Deep State, QAnon, Ashtar Sheran e o mito de Atlantis, Monroe é um grande apoiador de Trump e de suas políticas.

No Brasil, também há um crescente movimento de direitistas da Nova Era que afirmam que Trump e Bolsonaro são seres da luz que vieram para nos libertar juntamente a Ashtar Sheran e outros seres bons da paz. Bolsonaro chegou ao poder com a promessa de livrar o Brasil da corrupção e do “socialismo”, e conta com uma legião de apoiadores que desconfiam veementemente da mídia tradicional e da ciência, aderindo as mais diversas teorias conspiratórias. Isso criou um terreno fértil para a teoria do QAnon aqui no Brasil. Canais do Youtube como o “Coelho Branco”, “Ensinamentos da Era de Aquário” e outros, além da página do Facebook “Start da 5a Dimensão”, são grandes plataformas onde ideias do tipo são compartilhadas para milhares de pessoas. Até mesmo o “guru” do governo atual, Olavo de Carvalho, chegou a compartilhar um vídeo de um desses canais.

Muitas pessoas que dizem ter entrado em contato com Ashtar Sheran estão utilizando de sua narrativa para disseminar as teorias conspiratórias do QAnon e outras ideias mirabolantes sobre um deep state que controla tudo e um plano de dominação mundial globalista. Nisso entra duas propostas, uma mais antiga e outra mais recente: a Agenda 2030 da ONU e o “Great Reset” do Fórum Econômico Mundial.

A Agenda 2030 é, basicamente, uma lista de metas e objetivos apresentados pela ONU e que se concentram em acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio-ambiente e combater as alterações climáticas. Infelizmente, é improvável que tais objetivos sejam alcançados até 2030, mas nada do que foi proposto parece ser nocivo ou capaz de contribuir para um “governo global distópico e totalitário”.

Já o Great Reset é uma proposta do Fórum Econômico Mundial para reconstruir a economia de forma sustentável após a pandemia COVID-19. Com o anúncio da proposta, uma teoria da conspiração surgiu, alegando que “elites financeiras globais” e líderes mundiais planejaram a pandemia para assumir o controle político e econômico global, instituindo um regime marxista totalitário e, por extensão, a Nova Ordem Mundial. Em algumas variações da teoria, o presidente dos EUA, Donald Trump, é o único líder mundial que impede o esquema de acontecer. E isso também se conectaria ao QAnon e, para alguns, ao Ashtar Sheran. Bem, o Fórum Econômico Mundial está longe de ser marxista, e a proposta também. Na realidade, esta proposta se baseia em uma reconstrução do próprio capitalismo para lidar com as contradições que vieram à tona junto à pandemia. Os membros do Fórum são, majoritariamente, bilionários e milionários.

Enfim, e o Trump?

A incoerente amizade de um Ashtar pacifista com Trump

O que Trump teria a ver com tudo isso? Seria ele compatível com a mensagem de paz e amor atribuída a Ashtar Sheran?

Donald John Trump é o 45º e atual presidente dos Estados Unidos. Antes de entrar na política, foi empresário e personalidade de televisão. Suas posições políticas foram descritas como populistas, protecionistas, isolacionistas e nacionalistas. Como presidente, Trump frequentemente fez falsas declarações em discursos públicos e observações.

Muitos dos comentários e ações de Trump foram considerados racistas; no entanto, ele negou repetidamente que é racista, afirmando ser “a pessoa menos racista que existe em qualquer lugar do mundo.” Vários estudos e pesquisas descobriram que as atitudes racistas e xenofóbicas alimentaram a ascensão política de Trump e foram mais importantes do que os fatores econômicos na determinação da lealdade dos eleitores de Trump.

Trump também possui um histórico de sexismo e misoginia. Em outubro de 2016, dois dias antes do segundo debate presidencial, uma gravação de 2005 veio à tona em que Trump afirmou que beijava e apalpava mulheres em regiões íntimas sem seu consentimento. A ampla exposição do incidente na mídia levou ao primeiro pedido de desculpas público de Trump durante a campanha e causou indignação em todo o espectro político. Posteriormente, em 2020, pelo menos 26 mulheres acusaram publicamente Trump de má conduta sexual em setembro de 2020, incluindo sua ex-esposa Ivana. Ele negou todas as alegações, afirmando ser uma conspiração contra ele.

As políticas de imigração propostas por Trump foram um tópico de debate amargo e contencioso durante a campanha. Ele prometeu construir um muro na fronteira do México com os Estados Unidos para restringir o movimento ilegal e jurou que o México pagaria por isso. Ele prometeu deportar milhões de imigrantes ilegais que residem nos Estados Unido. Como presidente, ele frequentemente descreveu a imigração ilegal como uma “invasão” e confundiu os imigrantes com a gangue criminosa MS-13, embora a pesquisa mostre que os imigrantes sem documentos têm uma taxa de criminalidade mais baixa do que os americanos nativos. A administração Trump também separou mais de 5.400 crianças de famílias migrantes de seus pais na fronteira EUA-México enquanto tentava entrar nos EUA, aumentando drasticamente o número de separações familiares na fronteira a partir do verão de 2017.

Também há um grande número de teorias de conspiração apoiadas por Trump. É complicado… Trump rejeita o consenso científico sobre as mudanças climáticas (se quiser, também posso escrever sobre. Há um consenso no consenso. Não há dúvidas que é real). Ele cortou o orçamento para pesquisas de energia renovável e reverteu as políticas da era Obama direcionadas a conter as mudanças climáticas. Em junho de 2017, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tornando os EUA a única nação do mundo a não ratificar o acordo. As discussões públicas de Trump sobre os riscos do COVID-19 estavam em desacordo com seu entendimento pessoal. Em fevereiro de 2020, Trump insinuou publicamente que a gripe era mais perigosa do que o COVID-19 e afirmou que o surto nos EUA estava “muito sob controle” e logo terminaria, mas disse a Bob Woodward na época que o COVID-19 era “mortal”, “mais mortal do que sua gripe extenuante” e “complicado” de manusear devido à transmissão aérea. Em março de 2020, Trump disse em particular a Woodward: “Eu sempre quis minimizar. Ainda gosto de minimizar, porque não quero criar pânico.” Os comentários de Trump a Woodward foram tornados públicos em setembro de 2020. Um estudo da Universidade Cornell concluiu que Trump foi “provavelmente o maior impulsionador” da desinformação do COVID-19 nos primeiros cinco meses de 2020.

Além disso, pesquisas sugerem que a retórica de Trump causa um aumento na incidência de crimes de ódio. Durante a campanha de 2016, ele incentivou ou elogiou ataques físicos contra manifestantes ou repórteres. Desde então, alguns réus processados por crimes de ódio ou atos violentos citaram a retórica de Trump ao argumentar que eles não eram culpados ou deveriam receber uma pena mais leve.

Posteriormente, quando Trump perdeu a eleição presidencial de 2020 para Biden, ele se recusou a admitir a derrota. Um movimento chamado “Stop The Steal” surgiu em apoio a Trump, fazendo falsas alegações de fraude eleitoral, pressionando funcionários do governo, montando dezenas de contestações jurídicas malsucedidas e obstruindo a transição presidencial. Durante a contagem dos votos eleitorais em 6 de janeiro de 2021, os apoiadores de Trump marcharam até o Capitólio, que então invadiram, forçando o Congresso a evacuar temporariamente e resultando na morte de cinco pessoas.

E isso que eu nem falei sobre o Bolsonaro. Existem mais polêmicas e controvérsias envolvendo Donald Trump, eu poderia ficar um mês só pesquisando e escrevendo sobre isso. A questão que fica é: seria Ashtar um brother do Trump? Seriam eles compatíveis? Será que a “Confederação Intergaláctica” deixou de defender a paz entre os povos e o amor, deixou seu plano espiritual elevado e começou a defender políticos com afirmações polêmicas e perigosas?

Fontes sobre Ashtar e Van Tassel:

  • 1950s Intelligence File on Contactee George Van Tassel
  • Denzler, Brenda (2001), The lure of the edge, Berkeley: University of California Press
  • Ellwood, Robert S., “UFO Religious Movements”, in Miller, Timothy (ed.)(1995) America’s Alternative Religions, State University of New York Press
  • Flaherty, Robert Pearson, “UFOs, ETs and the millennial imagination”
  • Grünschloss, Andreas, “Waiting for the ‘big beam’: UFO religions and ‘ufological’ themes”
  • Grünschloss, Andreas, “Ufology and UFO-related movements”
  • Helland, Christopher, “From Extraterrestrials To Ultraterrestrials: The Evolution of the Concept of Ashtar”
  • Helland, Christopher, “Ashtar Command”
  • Helland, Christopher “The Ashtar Command”
  • Lewis, James R. (2003) Legitimating new religions, Rutgers University Press
  • Melton, J Gordon, (ed.) Encyclopedia of American Religion 7th edition (2002)
  • Partridge, Christopher, “Understanding UFO religions and abduction spiritualities”
  • Partridge, Christopher (2005), The re-enchantment of the West, volume 2: alternative spiritualities, sacralization, popular culture and occulture
  • Reece, Gregory (2007), UFO religion: inside flying saucer cults and culture, New York: I.B. Tauris, pp. 132–140
  • Tumminia, Diana G. (ed.) Alien Worlds: social and religious dimensions of extraterrestrial contact (2007), Syracuse University Press,
  • Wójcik, Daniel (1997), The end of the world as we know it, New York University Press

Fontes sobre Trump:

Van Tassel
A mulher brasileira que tinha contatos com Ashtar Sheran

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