Abertura dos Corações, Hora de Impulsionar o Nascimento e o Feminino Divino Rugindo para a Vida!

Abertura dos Corações, Hora de Impulsionar o Nascimento e o Feminino Divino Rugindo para a Vida!

Mensagem de Dana Mrkich, 12 de outubro de 2012 – Visões Mensais

Dana Mrkich

 

“Existe uma sacralidade nas lágrimas. Estas não são sinal de fraqueza, mas de poder.

Falam de forma mais eloquente do que dez mil línguas.

São mensageiras de uma tristeza avassaladora… e de um amor indescritível.” – Washington Irving

 

Passa as noites a chorar nos noticiários noturnos ultimamente? Sentindo a tristeza e a dor de pessoas que nem sequer conhece? A sentir-se ultrajado por ouvir que alguém foi abusado e intimidado ou tratado com desrespeito (ou a sentir-se ultrajado como nunca antes se estas coisas estiverem a acontecer consigo)? As nossas emoções estão definidas neste momento para muito altas à medida que cada vez mais energia/luz de frequência superior inunda o planeta, intensificando tudo. A nossa humanidade interior está a despertar, permitindo-nos vivenciar verdadeiramente as emoções que necessitamos de sentir para nos expandirmos e ajudar a humanidade à nossa volta.

 

Estamos prestes a saber que desde que outra pessoa qualquer esteja a sofrer, é parte de nós que está a sofrer e já não seremos capazes de ignorá-lo como algo que está a acontecer a outro. Não existe “outro”. É isto que significa verdadeiramente unidade e união. Somos todos peças de um puzzle. Se outra peça estiver a doer, agora sentimos essa dor mais do que nunca. Não é hora de “elevar-se acima” das emoções. As nossas emoções de dor, tristeza, mágoa, raiva e frustração estão a dizer-nos: não é assim que o mundo devia ser, este não é o mundo que merecemos, não foi este o mundo que viemos criar aqui. Estas emoções estão a criar o catalisador para a transformação em cada área, e as plataformas como os meios de comunicação sociais estão a criar a oportunidade das pessoas serem ouvidas, de se reunirem e trabalharem em conjunto para criar uma mudança positiva.

 

O mês passado, na Austrália, dezenas de milhares de pessoas marcharam pela paz e mais milhões se juntaram a elas com os seus pensamentos e lágrimas, após a trágica perda de uma linda e jovem mulher. A resposta pública ao rapto e posterior morte de Jill Meagher não teve precedentes. Todo o país parecia que estava de luto, com quase toda a gente a dizer “podia ter sido eu/a minha irmã/a minha namorada/a minha mulher/ a  minha filha.” Não é a primeira vez que isto aconteceu a alguém, mas é a primeira vez que as massas reagem da forma como o fizeram. No País de Gales está a ocorrer uma manifestação semelhante de tristeza coletiva pelo pequeno April Jones. Os corações estão a abrir-se e a consciência da unidade está a espalhar-se através desses corações abertos para todas as comunidades, todos os países e todo o nosso planeta.

 

Durante uma grande parte deste ano houve um casulo tipo bolha à nossa volta. Sim, cada labareda e erupção solar desencadeou definitivamente altos e baixos de emoções à medida que limpávamos todos os velhos assuntos restantes, contudo, nos intervalos tivemos esta sensação de estarmos a flutuar na nossa realidade. No mundo, mas não dele. Observando numa espécie de forma desapegada, vendo como tanta coisa se revelava e desenrolava ao nosso redor, com uma sensação muito distinta de “não interferência”, como se não devêssemos estar demasiado ativamente envolvidos em quaisquer dramas que ocorressem à nossa volta.

 

Durante boa parte de 2012 (e 2011 e ainda antes, para alguns) estivemos numa energia semelhante àquela que é chamada de trabalho de parto para as mulheres a dar à luz, em que se vive num estado de profundo repouso e relaxamento entre as contrações, quase na fronteira com a hipnose, sem noção de tempo e de espaço. As ondas solares e cósmicas são as nossas “contrações”, e sentimo-las definitivamente como se tivessem espremido o resto de tudo o que está pronto para ser libertado e trazer uma nova energia para auxiliar no nascimento do novo. Também nos movemos para uma energia como a que é chamada a fase de transição de uma mulher em trabalho de parto – a última fase mesmo antes do seu corpo estar preparado para começar a empurrar. Esta fase é conhecida como a mais difícil, e é quando muitas mulheres sentem que não conseguem continuar e pensam que não podem mais! Levante as mãos quem se sentiu assim uma boa parte deste ano!!

 

Os dias anteriores ao Equinócio de 23 de setembro trouxeram uma enorme mudança na energia e, nas semanas que se seguiram, tornou-se óbvia uma coisa: alcançámos finalmente a fase de empurrar no processo de nascimento do nosso mundo novo. Algumas pessoas ainda estão em trabalho de parto ou transição, ao passo que outras alcançaram essa fase primeiro, mas a onda do Equinócio moveu sem dúvida centenas de milhões de pessoas para esta próxima fase.

 

Isto virá como um alívio bem-vindo para muitos porque muitos de nós sentimos a energia de “repouso” quase como uma energia depressiva, anestesiante. Projetos definidos ficaram abandonados com muitos pensamentos de “o que se passa” a pairar à volta. Foi realmente paradoxal. Por outro lado, não estávamos interessados em mais nada a não ser coisa mais simples, que pode realmente ser um espaço alegre, saudável para viver. No entanto, se passaram grande parte do tempo da vossa vida sabendo que estavam aqui por uma razão, ou são normalmente pessoas muito focadas no trabalho, sempre a precisar de estar ocupadas com objetivos e a fazer listas, foi imensamente desorientador sentirem-se de repente a deslizar num fluxo mais suave, com o foco sobretudo em simples assuntos da vida do dia-a-dia. Este fluxo mais suave pareceu muito tranquilo e recebemos um reequilíbrio muito necessitado enquanto nos movíamos mais para o nosso feminino e para o coração, depois de muitas vidas a estarmos predominantemente no masculino e na cabeça. No entanto, ao mesmo tempo, para muitos foi um espaço intensamente chocante, criando muita desilusão para aqueles de nós que passámos quase as nossas vidas inteiras à espera deste momento nas nossas vidas. Aqui estamos nós em 2012 e, em vez de saltarmos para cima e para baixo de alegria, ou de ficarmos ocupados com a abundância de ação, sentimo-nos quase como se tivéssemos sido demitidos dos nossos serviços um minuto antes do momento do espetáculo. Começámos a perguntar-nos, há mesmo um espetáculo? É toda esta coisa uma fantasia que eu sonhei para passar nesta vida?

 

Para alguns, este fluxo mais suave foi muito desconfortável de outras formas. É desconfortável ira mais para o fundo no vosso feminino e para o vosso coração se estiverem acostumados a viver predominantemente a partir da vossa mente e da energia masculina. Só para esclarecer, a energia masculina não é aqui a má da fita, perdoem o trocadilho! O balanço da nossa energia tem estado em desequilíbrio, com o masculino a dominar o feminino resultando numa versão destorcida tanto da energia masculina como da feminina, quer a um nível coletivo quer a um nível individual com ambos os aspetos co-criadores nesta dinâmica. Estamos agora a mudar a nossa gangorra para um estado equilibrado. À medida que avançamos mais fundo no Feminino Divino, permitimos simultaneamente o nascimento do Masculino Divino, saindo do desequilíbrio, do paradigma de divisão do “forte dominar o fraco”, para um paradigma equilibrado, orientado para a unidade de “trabalharmos junto como um”.

 

De volta às novas fases do empurrar. Nos dias antes do Equinócio começámos a sentir regressarem as centelhas de excitação, adrenalina e inspiração, após um longo período de desânimo, desmotivação e limbo. Podemos não ter tido a clareza ainda sobre exatamente o que podemos gostar de fazer a seguir mas, pelo menos, conseguimos sentir-nos a voltar à vida. Tivemos alguns dias que nos sentimos particularmente leves e felizes, sem razão nenhuma, e felizes e gratos por tudo na nossa vida de tipo feliz. Durante o Equinócio os nossos corações estavam abertos para um nível inteiramente novo. Depois vieram os sentimentos. Os nossos. Os de outras pessoas. Num piscar de olhos estávamos a chorar ou como se quiséssemos chorar.

 

“Podem fechar os vossos olhos para as coisas que não querem ver, mas não podem fechar o vosso coração para as coisas que não querem sentir.”– Johnny Depp

 

Os nossos corações foram abertos e isto vai continuar, permitindo-nos sentir mais em profundidade os nossos próprios sentimentos, mas também os dos outros. Muitos intuitivos e trabalhadores da luz tenderam a ver sempre as coisas a partir de uma perspetiva elevada. Enquanto esta perspetiva elevada oferece paz interior, calma e um espaço de segurança a partir do qual compreendemos as nossas próprias jornadas e as dos outros, também nos afastou das emoções profundas. Estamos agora a sentir essas emoções, e é como nadar (afogar?) em águas turbulentas que são pouco familiares.

Contudo, estas emoções estão também a oferecer-nos a oportunidade de nos ligarmos a níveis diferentes de empatia e compaixão, e irão fornecer o impulso para tomarmos medidas nas questões sociais, humanitárias, ambientais e globais que podemos ter evitado de outro modo com a nossa perspetiva de “tudo acontece por uma razão”. Em vez de dizermos sempre “eles escolheram isso” quando testemunharmos uma situação difícil, uma crise ou injustiça, não é possível que “eles escolhessem isso” para nos darem uma oportunidade de nos perguntarmos: perante a luta dos nossos irmãos e irmãs, o que vamos fazer acerca disso?

 

Já não é o caso (se alguma vez o foi completamente) da situação de alguém se dever simplesmente a problemas de abundância ou de carma pessoal para trabalhar. Vamos ser confrontados pela força pura da nossa resposta emocional a novas e velhas situações com o impulso de fazer algo sobre essas situações. Vamos ser confrontados pelo conhecimento de que em alguns casos um indivíduo escolheu uma situação particular não devido às suas próprias questões pessoais, mas como uma oferta imensa da alma, trocando o seu conforto, o seu bem-estar ou mesmo a vida com o objetivo de despertar o resto de nós, incendiando-nos através das nossas emoções a fim de tomarmos medidas para garantir que o que quer que seja que lhes aconteceu não continue a acontecer aos outros. Isto não é estar equivocado por ajudar aqueles que não querem ajuda – essa é uma categoria inteiramente diferente. Não estamos aqui para “salvar” as pessoas das suas vidas se elas estiverem bastante felizes por continuarem no drama e na miséria. Estamos a referir-nos aos que pedem apoio e ajuda, às vozes e gritos que têm sido ignorados e não ouvidos.

Muitos de nós tivemos uma tendência para suprimir e ignorar as coisas que não queremos sentir e, infelizmente, encontrámos formas de fechar e ignorar o nosso coração. Contudo, os nossos habituais mecanismos de “fuga aos sentimentos”, seja por os vivermos demasiado a partir de uma perspetiva mais alta ou de nos anestesiarmos através de outras distrações e inclinações, já não funcionam ou, pelo menos, não de forma tão eficaz. A energia de alta frequência que inunda este planeta está a inundar os nossos corações e, portanto, a sobrepor-se ao quer que seja que fizéssemos normalmente ou estejamos ainda a tentar fazer para ignorar/suprimir/reprimir/anestesiar os nossos sentimentos. É como se pudessem correr, montar a cavalo, meditar, beber ou meter a vossa cabeça na areia, mas estas ondas de energia estão, contudo, a encontrar todos e cada um de nós.

 

Há neste momento uma noção crescente de que finalmente a maré se virou de forma verdadeira e favorável. Os que estiveram no poder no planeta deixaram de estar, e as pessoas voltaram a tomar as rédeas. Como sabem, existe um tempo de desfasamento entre a mudança vibracional e a manifestação física. A realidade física o que estamos a testemunhar no presente é uma criação dos nossos pensamentos do PASSADO e da anterior realidade vibracional. A nossa realidade vibracional coletiva tem vindo gradualmente a mudar e está neste momento a mudar rapidamente e, portanto, iremos começar a ver maiores evidências físicas disso na nossa realidade coletiva no futuro não muito distante. Já começámos realmente a ver sinais com a situação económica e política em desordem em vários países à medida que os antigos sistemas corruptos colapsam vai havendo revelações, verdade e transparência através de factos e conversas tornadas públicas que não “deviam” ser sabidas pelo público, e as pessoas a serem responsabilizadas pelo que dizem e fazem. Exemplos recentes incluem os comentários que foram gravados sobre a Primeira-Ministra e o seu pai durante um jantar político de Mitt Romney com o radialista Alan Jones, que lhe deu os 47% e fez perder todos os patrocínios anunciados.

 

À medida que nos aproximámos do 10/10 o Feminino Divino começou a rugir para a vida fortemente, e o 10/10 coloca um duplo “dez” em intensidade! Os velhos problemas pessoais podem ter sido acionados dentro de vós com sentimentos de desrespeito, desprezo, negligência, de serem subestimados e mal compreendidos e totalmente doentes e cansados de se sentirem dessa maneira. Podem ter sentido como Uma (ou Um) Dragão, a berrar: Eu tenho necessidades!!! Eu tenho direitos!!! Se assim foi, excelente! É hora de reconhecerem para vós mesmos que têm todo o direito de satisfazerem essas necessidades (de uma forma boa, respeitosa e saudável). É hora de pararem de pedir desculpa por serem quem são, pelo que acreditam, pelo que querem e merecem. A um nível micro isto tem a ver com as nossas vidas. A um nível macro tem a ver com as nossas vidas juntos enquanto sociedade, enquanto país e comunidade global.

 

Se ainda não viram, consultem o vídeo que apresenta os comentadores globais a conversar. (Podem lê-lo transcrito aqui). É a Primeira-Ministra Julia Gillard desencadeando factos e anos dignos de emoção sobre a forma como ela, e outras mulheres, foram tratadas e como falaram delas. Está a erguer-se por si mesma e pelas mulheres dizendo, essencialmente, que já basta. Independentemente das vossas crenças políticas, este discurso é historicamente poderoso porque nunca tínhamos visto uma mulher no parlamento enfrentando o velho paradigma masculino com tal emoção e paixão brilhantemente articuladas. Claro que nunca vimos! Com muita frequência quando as mulheres fazem isto no que respeita a esta área da vida são rotuladas de “histéricas” ou coisa parecida, ou dizem-lhes para se deixarem disso. Isto vem de uma absoluta falta de entendimento acerca de como se sente uma mulher, ou qualquer pessoa, ao ser tratada desrespeitosamente e, de seguida, esperar-se que esse tratamento seja aceite como “é simplesmente da forma como é”. Isto vem de uma errada interpretação arcaica do velho masculino, que acredita que está certo tratar os outros de formas degradantes. Bem, o Feminino Divino está de volta na floresta do Planeta Terra e está a dizer que já basta e que não está certo! Milhões de pessoas por todo o mundo, homens e mulheres, estão a ir na onda do Feminino Divino gritando que mais não, não serei mais tratado(a) desta maneira!

 

Isto trará à tona uma imensa raiva e fúria, e com razão. A nossa fúria empurrar-nos-á para jogarmos fora os velhos grilhões e restrições e para desencadear a força e o poder criativos longamente reprimidos que jazem por baixo. Será uma onda imparável, incontrolável mas, em última instância, uma onda que será usada de uma forma positiva, construtiva porque teremos menos propensão a irmos contra o velho, e mais para avançarmos na direção da criação do novo.

 

Tenham cuidado com qualquer pessoa que ainda esteja a viver no velho paradigma gerido por uma energia masculina desequilibrada, que pense que está certo falar ou agir com falta de respeito com as mulheres ou com alguém dessa maneira. Abuso, violência e intimidação já não são tolerados pela comunidade em geral e estamos a aparecer em grande número para o tornar claro. Para os que estiverem profundamente enraizados nas velhas formas irão achar que o mundo ficou louco. A maior parte dos intimidadores não se estão a sentir mal de todo por serem confrontados. De facto, estão a sentir-se completamente confusos, chocados e até furiosos perguntando-se o que se passa convosco que estão a responder-lhes da forma que são, quer a vossa resposta seja defenderem-se, apagarem-nos das vossas vidas ou confrontá-los pela forma como estão a comportar-se. A realidade deles é a sua realidade enraizada. Para alguns sim, a resposta dos outros servirá como um despertar, mas para muitos parecerá um ataque porque o ego acredita sempre que está certo – e é isso que gere a velha energia do masculino: o ego.

 

Entretanto, estaremos a celebrar finalmente as coisas que andaram tão viradas do avesso estarem por fim a tomar o rumo certo. Apesar de irmos ver muito sobre como a forma como as mulheres são tratadas, este é apenas o início de uma mudança completa na maneira como todos somos tratados e como tratamos os outros, independentemente do género, sexualidade, raça, da chamada classe social ou de qualquer outra etiqueta anteriormente divisiva. Todos temos o Feminino Divino dentro de nós e, portanto, a algum nível todos fomos influenciados pela sua repressão.

 

À medida que os nossos corações se abrirem e as nossas paixões se estimularem, cada vez mais de nós sentiremos o apelo para deixarmos o nosso trabalho e fazermos algo de diferente. Números maiores da corrente principal irão mudar-se para os campos da cura e das terapias naturais, enquanto muitos trabalhadores da luz que têm estado nesta área talvez durante anos, se não décadas, começarão a gravitar mais para empreendimentos humanitários e novos sistemas sociais, construindo o novo de maneiras muito reais e práticas.

 

Temos tido algum tempo de descanso e inatividade este ano, assim inesperadamente, mas agora estamos a ser chamados para calçarmos as botas e prepararmo-nos para agir. As portas podem não estar ainda totalmente abertas, mas amarrem os atacadores e vistam-se, elas estão a abrir-se.

 

© Dana Mrkich 2010. É concedida permissão para partilhar este artigo livremente na condição de que o autor seja creditado, e o URL www.danamrkick.com incluído. Siga Dana no Facebook: www.facebook.com/danamrkichnews

 

Tradução: Ana Belo – [email protected]

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